"Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las."
Voltaire

tradutor

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

A COMPLICADA CONVIVÊNCIA HUMANA


Um dia desses, ao rodar os canais da tevê à procura por alguma diversão, caí em um programa de debates cujo tema era: “pluralidade humana – como conviver com isso?”. Achei legal a abordagem do programa (que havia começado), e acabei cedendo ao canal. A direção do programa juntou pontos de vistas bem opostos para proporcionar, assim, visões diferentes em prol da discussão, alguns de cientistas políticos, outros de religiosos.

Minha mãe sempre me ensinou a ser respeitoso e educado com qualquer pessoa, ter paciência e ser gentil. Pouco diferente da maioria das pessoas, creio, porém colocando em prática , ao máximo, estas virtudes. Mesmo com o já dito, ainda é difícil analisar as ideias de alguém ou vê-las como melhores que a nossa. Essas considerações foram feitas por um articulista no programa, que completou sua fala com uma pergunta: “Por que é tão complicado admitir o próximo como ele realmente é?”.

A resposta para a questão é complicada. A sociedade hoje está pluralizada, cheia de novos estilos misturados a preconceitos de naturezas diversas. Os mais comuns são de ordem racial, religiosa, econômica ou social. Dentre as citadas, as duas primeiras estão em realce. No programa, certo religioso defendia a concepção de não haver outra fé melhor senão a evangélica. Lá, repudiou crenças de origem africana – candomblé, umbanda – e classificou-as como do demônio. Também criticou os santos católicos, além disso. Puro preconceito.

Normalmente, a falta de tolerância advém da ausência de conhecimento que é fruto da descoberta e do diálogo entre as pessoas. Toda pessoa tem algo para dizer e ensinar, motivos estes de sobra no constante aprendizado da vida. No momento em que o homem perceber a real importância da socialização e entender melhor as inúmeras variantes participantes dela, estará mais apto a conviver com seus semelhantes. Vejo aí a atuação pertinente de minha mãe para mim.

Por fim, as coisas mudarão no instante em que o homem aprender a escutar e compreender o outro. Ele mesmo não é perfeito, razão pela qual faz-se impossível se julgar superior. Assim, nunca será fácil ter um dia a dia com alguém, entretanto, as dificuldades podem ser minimizadas. Coadunar isso pode ser a fórmula de uma pequena-grande felicidade. Basta cada um saber como encontrá-la e usá-la.

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