"Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las."
Voltaire

tradutor

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

A EXPLORAÇÃO SEXUAL VIA INTERNET


Na internet a cada dia cresce assustadoramente o número de ataques cibernéticos a crianças e adolescentes, pondo à prova a imaturidade mental e sexual deles. Jovens que são ingenuamente manipulados por meio de redes sociais a se relacionarem com pessoas estranhas a elas através da Rede. Pessoas patologicamente transtornadas, que transitam sem perigo de serem encontradas e punidas por crime de coação de menores nesse território. Culpa de leis difusas ou mal-elaboradas, provedores de internet apáticos ao assunto, e especialmente a sociedade que se faz omissa.

É inegável que a internet atingiu o posto de maior veiculadora de conteúdo inapropriado no mundo. Nela atua um dos mais lucrativos comércios de tráfico de exploração infanto-juvenil, onde negociam fotos, vídeos e outros artigos da vida pessoal das vítimas. Segundo o relatório “On-line Child Abuse and Sexual Explotation” publicado pela ONG italiana Telefono Arcobaleno, foram mapeadas em todo o mundo 49393 páginas da Web, dentre as quais 8% pelo menos vivem de propaganda com esse sentido. Um aumento de 16,5% de sites com conteúdo erótico-infantil no período de 2008-2009.

No Brasil, há somente uma ONG oficial que combate esse tipo de prática na internet – Censura.com.br, desde 1998.

O ECA (Estatuto da Criança e Adolescente) prevê prisão para aqueles que fotografem ou publiquem pornografia com menores. Contudo, sua ação é pouco eficaz devido as brechas da lei. Resultado da falta de engaje político e social que se abstêm a abordagem temática. Desse modo, quem sofre com o abuso – humilhado – prefere não denunciar, além de não procurar tratamento psicológico agravando a problemática em si. Para tanto, criaram o DNN (Disque Denúncia Nacional – “Disque 100”) que em 2009 tomou parte de 29 mil casos, e nos quatro primeiros meses de 2010, 8,7 mil casos relatados.

Em 2011 estava previsto a unificação de informações coletadas pelas polícias Federal, Militar e Civil do país no Cenapol (Centro Nacional de Proteção On-line à Criança e ao Adolescente) que estaria junto com as ONG, o ECA e o DNN.

A promessa é de maior agilidade na resolução das denúncias de pedofilia virtual. Em auxílio a isso, os pais devem também orientar seus filhos quanto ao uso da Web. São inúmeras páginas – mídias sociais – que divulgam a vida de seus usuários em um verdadeiro banco de fofocas de formato atraente e sedutor aos olhos de quem os vê.

Por fim, exploração sexual é crime e posta-se como doentia à todos. Agora, combatê-la é difícil. Mesmo porque está presente onde existem pessoas com ideias e pensamentos diferentes, sendo impossível detectar quem seja um aliciador em potencial. Entretanto, o risco está essencialmente dentro de casa. A família que pouco dialoga tende a ser uma provável prejudicada. Porém vale ressaltar: observar a incompetência do Estado que deixa de se posicionar firmemente juridicamente em seu país é revoltante. Não deve ser o mundo da Web que passe a controlar o lazer das pessoas. No instante que isso acontecer, o Estado deveria agir com mais vigor em prol de sua população. Algo que não vem acontecendo no Brasil.

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VÍDEOS:

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*Marcelo Tas SID 2011 - A função da Internet: