"Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las."
Voltaire

domingo, 30 de outubro de 2011

DE NOVO, PROBLEMAS NO ENEM

Em mais uma edição da série “ENEM: E AGORA, O QUE ACONTECE?” – protagonizada sempre no fim de ano – ocorreu novamente problemas na sua lógica organizacional. Cenas da série “escapuliram” dos bastidores, provocando o rebuliço de alguns poucos. O problema é que, enquanto outros achavam que seus protagonistas seriam os mais sérios se comparados ao de anos anteriores, viram os mesmos bate-bocas da trama agora invertidos.

Na realidade, o ENEM 2011 já veio carregado com um fardo pesado. Provas roubadas (2009), cadernos de perguntas alterados (2010), e então, questões com gabaritos conhecidos por certos alunos. Aplicar uma prova em contexto nacional é bastante complicado, ainda mais em um país de dimensões continentais. Mesmo porque, até essa prova alcançar os olhos dos candidatos requer a honestidade de muitas pessoas. Assim, aumentar o poder de vigilância diante às provas é uma alternativa. Porém, o assunto neste momento roda em outras esferas.

Ano passado o Ministério da Educação (MEC) afim de testar o seu banco de questões (hoje aproximadamente com seis mil perguntas), elaborou um simulado no Colégio Christus do Ceará. Naquele simulado, estavam presentes 14 perguntas do ENEM 2011. Veja bem: ir para um exame que garante uma vaga na universidade não paga, de posse de algumas das respostas pode ser crucial. Exatamente por isso o Ministério Público (MP) pede anulação parcial ou total do ENEM.

O Governo trabalha na intenção de anular os cartões-respostas dos alunos do colégio cearense, e aplicar outra prova. Isso têm provocado revoltas em vários estados da federação, pois quem tirou uma nota ruim teria nova chance de melhorar.

Contudo, é impossível anular o ENEM deste ano. Há inúmeras coisas conectadas a ele, especialmente o ingresso nas universidades públicas. Muitas delas aderiram 100% de suas vagas ao certame, ou um quantitativo significativo.

Por fim, invalidar ou mesmo reaplicar a prova possui custos elevados. Eles que vão desde financeiro até administrativo: atraso no ano letivo das universidades, e além da convocação dos alunos egressos do ensino médio. O mês de novembro está à porta. E, programar um vestibular não é fácil. É necessário tempo e dinheiro. Portanto, anular o ENEM seria prejuízo maior. Mas o pior é quando os estudantes se preparam o ano inteiro para o “dia D”, e ainda se verem em frente a mais uma angústia. Vê-se aí a postura do país perante a educação. Os alunos não são palhaços.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

A EXPLORAÇÃO SEXUAL VIA INTERNET


Na internet a cada dia cresce assustadoramente o número de ataques cibernéticos a crianças e adolescentes, pondo à prova a imaturidade mental e sexual deles. Jovens que são ingenuamente manipulados por meio de redes sociais a se relacionarem com pessoas estranhas a elas através da Rede. Pessoas patologicamente transtornadas, que transitam sem perigo de serem encontradas e punidas por crime de coação de menores nesse território. Culpa de leis difusas ou mal-elaboradas, provedores de internet apáticos ao assunto, e especialmente a sociedade que se faz omissa.

É inegável que a internet atingiu o posto de maior veiculadora de conteúdo inapropriado no mundo. Nela atua um dos mais lucrativos comércios de tráfico de exploração infanto-juvenil, onde negociam fotos, vídeos e outros artigos da vida pessoal das vítimas. Segundo o relatório “On-line Child Abuse and Sexual Explotation” publicado pela ONG italiana Telefono Arcobaleno, foram mapeadas em todo o mundo 49393 páginas da Web, dentre as quais 8% pelo menos vivem de propaganda com esse sentido. Um aumento de 16,5% de sites com conteúdo erótico-infantil no período de 2008-2009.

No Brasil, há somente uma ONG oficial que combate esse tipo de prática na internet – Censura.com.br, desde 1998.

O ECA (Estatuto da Criança e Adolescente) prevê prisão para aqueles que fotografem ou publiquem pornografia com menores. Contudo, sua ação é pouco eficaz devido as brechas da lei. Resultado da falta de engaje político e social que se abstêm a abordagem temática. Desse modo, quem sofre com o abuso – humilhado – prefere não denunciar, além de não procurar tratamento psicológico agravando a problemática em si. Para tanto, criaram o DNN (Disque Denúncia Nacional – “Disque 100”) que em 2009 tomou parte de 29 mil casos, e nos quatro primeiros meses de 2010, 8,7 mil casos relatados.

Em 2011 estava previsto a unificação de informações coletadas pelas polícias Federal, Militar e Civil do país no Cenapol (Centro Nacional de Proteção On-line à Criança e ao Adolescente) que estaria junto com as ONG, o ECA e o DNN.

A promessa é de maior agilidade na resolução das denúncias de pedofilia virtual. Em auxílio a isso, os pais devem também orientar seus filhos quanto ao uso da Web. São inúmeras páginas – mídias sociais – que divulgam a vida de seus usuários em um verdadeiro banco de fofocas de formato atraente e sedutor aos olhos de quem os vê.

Por fim, exploração sexual é crime e posta-se como doentia à todos. Agora, combatê-la é difícil. Mesmo porque está presente onde existem pessoas com ideias e pensamentos diferentes, sendo impossível detectar quem seja um aliciador em potencial. Entretanto, o risco está essencialmente dentro de casa. A família que pouco dialoga tende a ser uma provável prejudicada. Porém vale ressaltar: observar a incompetência do Estado que deixa de se posicionar firmemente juridicamente em seu país é revoltante. Não deve ser o mundo da Web que passe a controlar o lazer das pessoas. No instante que isso acontecer, o Estado deveria agir com mais vigor em prol de sua população. Algo que não vem acontecendo no Brasil.

Leia também:

A INFLUÊNCIA DAS VÁRIAS MÍDIAS SOCIAIS

VÍDEOS:

*Internet é usada por pedófilos para

atrair vítimas:




*O pai descobre que filha foi violentada pela internet:

*Marcelo Tas SID 2011 - A função da Internet:


segunda-feira, 10 de outubro de 2011

A INFLUÊNCIA DAS VÁRIAS MÍDIAS SOCIAIS



A internet é considerada hoje uma das melhores ferramentas de exploração mundial tida como ótima difusora de notícias, opiniões e conhecimentos. Foi com base nisso que pessoas como os criadores do MSN, Orkut, Twitter, Facebook deram início a esse tipo de mercadoria. Uma mercadoria digital, impalpável, de poderes inimagináveis para governos que até então viam-nas como tolas – caso de Hosni Mubaraki, ex-ditador do Egito. Mas, talvez, o pior proporcionado por essas mercadorias que funcionam qual por redes sociais é o efetivo distanciamento físico entre as pessoas. As pessoas se comunicam por e-mails, por scrapts e “cutucões”, calcificando dessa maneira as relações inter-virtuais.

A influência da Web na vida de cada indivíduo desde o início do século XXI é inevitável. Ela está presente na tevê, no rádio, no papel de jornal via propagandas. E não é para menos, pois caracteriza-se uma das mais vendidas tecnologias de massa no mundo (diga lá Steve Jobs). Claro que ainda não pode ser considerada totalmente democrática, visto que para utilizá-la, faz-se necessário seguir um ritual de sacrifício: comprar o PC, escolher a operadora do sinal, escolher o provedor, comprar o modem e penar com uma velocidade medíocre de carregamento de sites.

Agora, o que mais faz sucesso na internet são as redes sociais.

No Brasil, há 36,6 milhões de brasileiros internautas dentre os quais cerca de 70% pertencentes a, no mínimo, uma rede social conforme pesquisa IBOPE/NetRatings. Desse número, a maioria adolescentes de fácil persuasão que utilizam das mídias sociais com finalidade de se mostrarem. Tiram fotos, vídeos, expõem sua vida e seu cotidiano a qualquer um portador de entrada a essas teias virtuais. Isso se torna algo prejudicial porque muitos jovens passam horas a fio em frente ao computador diminuindo, consequentemente, suas relações sócio-pessoais.

Segundo a psicóloga Ceres de Alves de Araújo, os adolescentes se exibem tanto no mundo digital a ponto de já terem sido chamados de Geração look at me (“olha para mim”). Esse fato poderia levar a sérios problemas de sociabilização, autorreflexão e introspecção, essenciais a formação pessoal. Para tanto, o controle das atividades na Web requerem um certo tom de cuidado no zelo do tempo de uso. “O computador é diversão. E diversão se larga para almoçar, jantar e dormir”, pontua a psiquiatra Içami Tiba em entrevista a uma revista.

Por fim, o acesso ao conhecimento e ao infinito mundo de conexões propiciado pela internet é, talvez, o mais transformador fenômeno de mundo contemporâneo. As redes sociais – Blogger, MSN, Flickr, Facebook – estão aí para serem usadas. Sempre na expectativa de que possam ser úteis para o bem, e nunca em excesso. Mesmo que, por vezes, elas sejam convertidas por grupos xenófobos à crimes cibernéticos contra negros, nordestinos e judeus. Motivos estes de preocupação que têm levado o domínio público a re-pensar nas formas de atuação das redes no meio social.



VÍDEOS

Não Faz Sentido! - Mídias Sociais


Social Media Revolution - A Revolução das Mídias Sociais