"Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las."
Voltaire

sexta-feira, 1 de julho de 2011

A EXPERIÊNCIA DE VIVER


Não é fácil encarar as mudanças que nos são impostas na vida. Com o agito urbano, isso se torna cada vez mais difícil, pois as pessoas não param para refletir sobre a sua existência. Saber lidar com os problemas e como reagir diante deles requer, além de tudo, um olhar – uma visão – totalmente diferente da empregada no dia a dia a partir de um modo mais convicto e certo de nossas ações.

As coisas da vida como hoje são vividas não andam no mesmo ritmo de 20 anos atrás, quando as pessoas reparavam mais na natureza ao seu redor, no ser humano ao seu lado. Isso está sendo perdido pelo cotidiano (pela vida moderna). O homem perde, assim, a capacidade de refletir sobre si e tudo, por causa da desculpa do tempo “corrido” – quase que cronometrado – que o destina ao estado de egocêntria.

Ao transformar o olhar, a visão, com base em processos acadêmicos, utilizando-se da observação do meio, o indivíduo cresce. Ele desenvolve uma percepção crítica através desse caminho. No entanto, só isso é insuficiente. Não basta evoluir na área técnica, é preciso evoluir também no segmento psicológico, emocional. Deste modo, estabelecer uma ligação subjetiva com As coisas da vida é mais do que importante.

Quando se consegue juntar tudo isso já justificado, há reflexão sobre as minúcias da vida e captação de um novo sentimento crítico pelos estudos. Isso resulta na capacidade de enfrentar os mais adversos problemas do cotidiano. Aqueles que passam por essas fases determinam sua reação diante das maiores controvérsias da humanidade (que por agora, não nos compete descrever).

Enfim, enxergar os traços da vida, os seus detalhes, de uma forma diferente da habitual, certamente é a opção que mais soma a pessoa. Assim, os preconceitos não seriam sustentados – pois se teria acesso aos mais variados ângulos de análise –, a vontade para vencer seria outra e as respostas para algumas situações tenderiam a ser mais dinâmicas. Portanto, talvez nada mais infalível para toda essa explicação que a fabulosa experiência de viver.

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sábado, 18 de junho de 2011

SER CRIANÇA É SER ADULTO?


A criança, por uma razão lógica, não consegue realizar funções que uma pessoa mais velha consegue com destreza. No entanto, há muitas pessoas que acham essa afirmação falsa. Impõem aos filhos afazeres desproporcionais com a idade, restringindo-lhes o direito de ser criança.

Com o passar do tempo, costumes antigos foram sendo esquecidos. Brincar não tem mais o mesmo significado de antes. Não é jogar bola, pular corda, correr, gritar “te peguei” no esconde-esconde. Hoje, “brincar” é sinônimo de assistir televisão, DVD, mexer no computador. Essa é a alegria da criança moderna. E, quando ela sai disso, é considerada antiquada pelos colegas.

Segundo pesquisa encomendada pela multinacional Unilever, as crianças no Brasil brincam pouco. Dessa pesquisa quase 97% das crianças preferem se divertir com aparelhos eletrônicos. De acordo com a psicóloga Ann Marie Guilmette, ver televisão não é brincar. E quando em excesso, simplesmente afeta a capacidade de criação e imaginação dos pequenos.

Já certas pessoas defendem a ideia de o filho ingressar o quanto antes no mundo adulto. Pensar na crescente concorrência profissional desde cedo é a chave para o sucesso, pois faria com que a criança fosse estimulada a lutar contra isso. Brincar menos, e estudar mais.

Ao matricular a criança em cursos de computação, de línguas, de dança, os pais privam-na de se comportar como tal. Brincar faz bem para o desenvolvimento da criança, e é um ótimo medidor de saúde, diz Brian Sutton-Smith um dos mais renomados educadores dos EUA. Enquanto isso, crianças entre 7 e 14 anos precisam trabalhar para auxiliarem no sustento familiar. Verifica-se um verdadeiro contraste social no Brasil.

Enfim, ser criança hoje não é fácil. Se a renda não for suficiente, é necessário trabalhar. E renunciar a toda infância, instante único de fantasias. Adiar esse pequeno espaço da vida de alguém para se alcançar o outro lado da ponte o mais rápido é irracional. É irracional transgredir o tempo da criança para formá-la, moldá-la ao mundo formal. Tudo no seu tempo. Afinal, ser criança não é ser adulto.

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quinta-feira, 9 de junho de 2011

É NECESSÁRIO LER PARA CRESCER


Foi comemorado mais uma vez no mês de abril, dia 23 – há cerca de dois meses – um dos melhores amigos que o homem pode ter, o livro. Considerado dia de homenagem mundial, seria o momento em que todos deveriam parar com a finalidade de ler as melhores literaturas já feitas ou em produção. Pena que no Brasil esse dia tenha sido ignorado por muitos pela falta de interesse. Talvez a causa disso esteja no hábito da maioria das pessoas por aí: “nunca fui de ler livro”.

Creio não ser difícil o acesso à leitura para àqueles interessados em um mundo diferente. Um mundo mágico, proporcionado pelos narradores de livros, que estão encostados – infelizmente – nas prateleiras do país. Há locais de venda ou mesmo de empréstimos de livros. Basta procurar. No entanto, sei também que o Governo tem pecado (e muito) quanto a falta de incentivo à leitura. Pois a construção de uma sociedade é baseada justamente na capacidade de decisão, reflexão, proporcionada pela leitura.

Segundo Arnaldo Neskier, escritor pela Folha de S. Paulo, estamos em estrondosa deficiência no sistema educacional e na produção literária, se comparados aos países desenvolvidos. Os EUA produzem onze livros por pessoa, e a França sete, enquanto que o Brasil é pouco mais de dois por pessoa. Porquê essa situação ocorre? Falta de estímulos, ou quem sabe, preguiça? Provavelmente. Em uma nação que prefere formar jogadores de futebol ao invés de cientistas, não seria de se espantar esses dados.

O livro se fez uma das maiores invenções na história. E é por meio dele que se dá as possibilidades de se conhecer os valores, os saberes e a imaginação humana em seu senso estético pelas diferentes épocas. Com o advento da tecnologia, as “pilhas e pilhas” de livros virtuais cresceram gradativamente. Tanto que as super empresas já passaram a fabricar livros eletrônicos em formato de laptops e palmtops almejando um novo público. O problema é que justamente pela falta de interesse pela leitura, muitos jovens nem fazem usufruto da situação.

Apesar do surgimento de tantas inovações tecnológicas, é certo que o livro dificilmente sumirá. Porém, a entrada da tecnologia virtual do livro é valiosa para a difusão do conteúdo informativo. Mostrar a real importância da leitura à sociedade, seus benefícios econômicos, morais e construtivos seja ela por qualquer meio é precisa. Jogar a culpa da irresponsabilidade no Governo, nos pais, na própria pessoa que se alienaram é perder tempo. Correr atrás agora, é importante, no intuito de construir uma nação que leia, e quiça um dia “ter livros à mão cheia” para todos.