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sábado, 18 de junho de 2011
SER CRIANÇA É SER ADULTO?

Com o passar do tempo, costumes antigos foram sendo esquecidos. Brincar não tem mais o mesmo significado de antes. Não é jogar bola, pular corda, correr, gritar “te peguei” no esconde-esconde. Hoje, “brincar” é sinônimo de assistir televisão, DVD, mexer no computador. Essa é a alegria da criança moderna. E, quando ela sai disso, é considerada antiquada pelos colegas.
Segundo pesquisa encomendada pela multinacional Unilever, as crianças no Brasil brincam pouco. Dessa pesquisa quase 97% das crianças preferem se divertir com aparelhos eletrônicos. De acordo com a psicóloga Ann Marie Guilmette, ver televisão não é brincar. E quando em excesso, simplesmente afeta a capacidade de criação e imaginação dos pequenos.
Já certas pessoas defendem a ideia de o filho ingressar o quanto antes no mundo adulto. Pensar na crescente concorrência profissional desde cedo é a chave para o sucesso, pois faria com que a criança fosse estimulada a lutar contra isso. Brincar menos, e estudar mais.
Ao matricular a criança em cursos de computação, de línguas, de dança, os pais privam-na de se comportar como tal. Brincar faz bem para o desenvolvimento da criança, e é um ótimo medidor de saúde, diz Brian Sutton-Smith um dos mais renomados educadores dos EUA. Enquanto isso, crianças entre 7 e 14 anos precisam trabalhar para auxiliarem no sustento familiar. Verifica-se um verdadeiro contraste social no Brasil.
Enfim, ser criança hoje não é fácil. Se a renda não for suficiente, é necessário trabalhar. E renunciar a toda infância, instante único de fantasias. Adiar esse pequeno espaço da vida de alguém para se alcançar o outro lado da ponte o mais rápido é irracional. É irracional transgredir o tempo da criança para formá-la, moldá-la ao mundo formal. Tudo no seu tempo. Afinal, ser criança não é ser adulto.
VÍDEO:
quinta-feira, 9 de junho de 2011
É NECESSÁRIO LER PARA CRESCER

Creio não ser difícil o acesso à leitura para àqueles interessados em um mundo diferente. Um mundo mágico, proporcionado pelos narradores de livros, que estão encostados – infelizmente – nas prateleiras do país. Há locais de venda ou mesmo de empréstimos de livros. Basta procurar. No entanto, sei também que o Governo tem pecado (e muito) quanto a falta de incentivo à leitura. Pois a construção de uma sociedade é baseada justamente na capacidade de decisão, reflexão, proporcionada pela leitura.
Segundo Arnaldo Neskier, escritor pela Folha de S. Paulo, estamos em estrondosa deficiência no sistema educacional e na produção literária, se comparados aos países desenvolvidos. Os EUA produzem onze livros por pessoa, e a França sete, enquanto que o Brasil é pouco mais de dois por pessoa. Porquê essa situação ocorre? Falta de estímulos, ou quem sabe, preguiça? Provavelmente. Em uma nação que prefere formar jogadores de futebol ao invés de cientistas, não seria de se espantar esses dados.
O livro se fez uma das maiores invenções na história. E é por meio dele que se dá as possibilidades de se conhecer os valores, os saberes e a imaginação humana em seu senso estético pelas diferentes épocas. Com o advento da tecnologia, as “pilhas e pilhas” de livros virtuais cresceram gradativamente. Tanto que as super empresas já passaram a fabricar livros eletrônicos em formato de laptops e palmtops almejando um novo público. O problema é que justamente pela falta de interesse pela leitura, muitos jovens nem fazem usufruto da situação.
Apesar do surgimento de tantas inovações tecnológicas, é certo que o livro dificilmente sumirá. Porém, a entrada da tecnologia virtual do livro é valiosa para a difusão do conteúdo informativo. Mostrar a real importância da leitura à sociedade, seus benefícios econômicos, morais e construtivos seja ela por qualquer meio é precisa. Jogar a culpa da irresponsabilidade no Governo, nos pais, na própria pessoa que se alienaram é perder tempo. Correr atrás agora, é importante, no intuito de construir uma nação que leia, e quiça um dia “ter livros à mão cheia” para todos.

