"Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las."
Voltaire

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

TECNOLOGIA: COMO O SER HUMANO USA?


O uso consciente da inteligência humana provocou uma série de inovações tecnológicas na vida das pessoas, tanto para o bem quanto para o mal, consequentemente. Assim, o perfil da sociedade veio se fazendo desde a invenção de coisas que hoje até parecem banais, tal como a roda. A preguiça do homem aliada as suas experiências permitiu-lhe o controle sobre certas circunstâncias para delegar, enfim, melhor sua vida.

A invenção das máquinas sejam elas de transporte físico – carros, aviões, navios – ou de transportes de dados – internet, tevê, rádio –, influenciaram positivamente no tempo real do homem. Seus afazeres ficaram mais práticos e menos dispendiosos, espacialmente. Dessa forma, otimizar esse tempo real nas suas obrigações diárias com mobilidade, segurança e conforto aumentam consideravelmente seu nível de vida.

Virtualmente, o acesso a informações via rede interativa de computadores é a mais alta expressão da expansão tecnológica. E o homem tem feito usufruto disso, especialmente para lucrar em cima dela. Entretanto, para algumas pessoas, se controlar diante do magnífico mundo da “recíproca digital”, isto é, da mágica sedução eletrônica é bem difícil. Daí a fácil manipulação das massas através dessas redes interativas.

A falta de criticidade no meio social provoca a estagnação e o conformismo pela situação atual. Mesmo que esta seja ruim, a uniformidade dos pensamentos impossibilita mudanças. A tevê, o rádio auxiliam nessa alienação do homem – a tecnologia favorecendo a exploração, no caso, para a mídia. Contudo, isso seria menos eficaz se a população usá-se racionalmente os recursos que lhe são dispostos para se informarem e formarem, então, opiniões por intermédio de redes sociais, jornais digitais e a comunicação em geral.

Por fim, o alto poder tecnológico hoje disponível afeta de diferentes maneiras a vida do homem. Se o uso das variadas tecnologias não fossem feitas ao acaso, com uma finalidade específica ao menos, com certeza o rendimento delas seriam melhores. O homem pode maximizar seu conforto, sua qualidade de vida. Basta dar prioridade as tecnologias importantes para seu cotidiano. Pena que ele não vê isso assim.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

DESAFIAR O PORVIR OU SE ESQUIVAR DELE?


O Homem é um indivíduo construído pelas suas dúvidas, medos e receios. Isso faz com que ele se preserve, ou mesmo se precavenha, diante das problemáticas de sua vida. Desse modo o homem tenta ponderar certos acontecimentos de seu cotidiano, porém nem todos. Algo que o frustra perante todo o mecanismo dos tempos modernos baseados na instantaneidade. Para ele o desafio pode ser motivador, contudo, é ao mesmo tempo conflitante.

Há séculos, o ser humano procura formas de prever o Amanhã. Para tanto, já recorreu até ao misticismo. E com a ajuda de oráculos e videntes, tentou premeditar diversas situações futuras. Geralmente, com o intuito de proteger a família, a colheita, a sua terra de inúmeras ocasiões de perigo. Então o homem foi se aperfeiçoando e criando meios para se proteger da Dúvida, ainda mais quando seu cotidiano tornou-se rigidamente controlado pelo tempo.

Boa parte das invenções técnicas e científicas de hoje foram pauta de discussão no passado, com a finalidade básica de proteger e melhorar as expectativas de vida futura. Por exemplo, as inovações na Medicina. O temor de contrair uma doença grave dentro de poucos meses ou anos, provoca no homem um medo desmedido – da morte. Daí as múltiplas inovações tecnológicas na área médica por meio de remédios, tratamentos, cirurgias, aparelhos sofisticados.

O Homem é muito vulnerável em relação ao desconhecido. Por isso ele se sente acuado quando percebe que seus esforços são praticamente vãos. Contudo, com a experiência adquirida em vida aliada ao treinamento prático e a análise crítica, aos poucos, auxilia-o na superação de seus obstáculos (medos). E, pode ser que, a cada novo imprevisto, ele faça disso uma nova chance para o recomeço, para enfrentar seus temores.

Enfim, mesmo com diversos motivos para estar apreensivo, tenso ou em alerta quanto ao futuro, o Homem não se entrega. Talvez porque já tenha se frustrado várias vezes com planos que aparentemente eram infalíveis. E o pior disso: não estar preparado para contornar os imprevistos. É por isso que deve haver uma preparação dia após dia, no intuito de suportar melhor esses imprevistos. Ninguém quer estar despreparado e deixar que o medo tome conta das suas ações em um momento extremo. Portanto, tentar se esquivar do futuro pode ser algo muito perigoso. Ninguém sabe a força e o poder de suas consequências.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

FIB OU PIB – O QUE É MELHOR?


Viver em sociedade é complicado devido as diversas adversidades da convivência em coletividade. Primeiro porque responsabilidades são impostas às pessoas – o que exige certos gastos. Segundo, porque a cobrança é tamanha, que não são raros os casos de problemas psicológicos ou familiares devido ao estresse. Tudo isso é negligenciado pelo PIB, que se atém apenas aos critérios econômicos, diferentemente do FIB. Este, nasceu com o intuito de medir o grau de felicidade das pessoas – algo impalpável –, ao contrário do PIB. Uma ideia que até poderia dar certo caso o homem não fosse um tanto materialista, e ao mesmo tempo egoísta.

Para muitas pessoas, pensar no significado da palavra felicidade é quase que instantâneo casá-la a palavra dinheiro. Se tornou banal pensar dessa forma. Pois, para o ocidental, tal situação lhe confere todos os luxos de uma vida confortável. No entanto, lá no Himalaia, num país bem pequeno chamado Butão, desde 1972, o rei instituiu a Felicidade Interna Bruta (FIB) cuja finalidade não fugiria a melhorar a vida de seu povo, sem necessariamente, ter todo o luxo possível.

O FIB avalia a saúde física e mental, o uso adequado do tempo, o grau de cultura, de educação, de influência ecológica e de vida social das pessoas, além do bom funcionamento do Estado. Para os butaneses “não existe felicidade se ainda há pessoas ao seu redor sofrendo”. Proposta aparentemente boa se comparada ao PIB, o então dito medidor de “Fracasso dos Governos”. Porém, os os dois medidores, mesmo diferindo em alguns pontos, não se sobrepõem no intuito de resolver as desigualdades sociais e humanas mundo a fora.

No começo do ano (acho que em Abril) li o texto “A felicidade interna do rei do Butão” na Folha de S. Paulo, em que Bruno Garschagen me fez começar a refletir sobre este tema que aqui discutimos. Ele disse uma algo interessante em seu artigo: como buscar a felicidade em países de estrutura-histórica estilo América do Sul se as condições básicas de inúmeras pessoas não são supridas? Falta saúde, falta educação, falta segurança... Se torna uma utopia o sonho-FIB na presença estatística de altos índices de desemprego e doenças. A motivação foi-se embora há muito tempo.

Enfim, conciliar felicidade e progresso econômico não é fácil. A felicidade depende da pessoa e o desenvolvimento econômico do todo. Dessa maneira, interligar o particular com a maioria se torna bem complexo. É uma briga de interesses. Só se é feliz quando a vida profissional e familiar vão bem para o homem contemporâneo. Só existe progresso econômico se todos trabalharem sem ter, necessariamente, felicidade coletiva. Uma pena. Que bom seria, assim, o bem-estar coletivo, mas nunca uma felicidade coletiva.