"Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las."
Voltaire

domingo, 1 de agosto de 2010

UMA ELEIÇÃO, UMA LUTA, UMA DECISÃO: NÃO AO ANTIGO PASSADO E A HERANÇA GLOBO-MILITAR







Nesses próximos meses que sucedem a já finalizada Copa do Mundo de 2010, não só o Brasil mas o Mundo volverão os olhos para a “terra verde e amarela”, afim de acompanhar os bastidores e o tão aguardado resultado das eleições de outubro deste ano.

Os mais cotados candidatos ao Palácio do Planalto – Dilma Rousseff, José Serra e logo atrás Marina Silva, e os outros – aplicarão a partir daí inúmeras críticas até mesmo ofensivas. Lembre-mos da era em que o partido de José Serra e Dilma Rousseff comungavam juntamente com toda a população brasileira, a fase de maior explendor que da Rede Globo e de todo o sistema à época.

Desde a fundação da Rede Globo de Produções, o seu interesse não era apenas informar e expandir, mas sim – com uma lógica capitalista – aludir a informação e expandir o seu negócio. Mas, como? Num país como o Brasil, militarizado, censurado e cotidianamente hostilizado? Foi aí que o empresário Roberto Marinho (que dominava-se jornalista), firmou apoio ao governo – em específico, o de Médici. A Globo foi se modernizando e aperfeiçoando sua autonomia diante de todos, e espalhando suas pequenas sementes pelo Brasil a fora.

Contudo, mesmo sendo coligada as forças militares da época a Rede Globo foi censurada, sem dúvida. O que ela fez de diferente dos outros meios de comunicação do país naquele período [como a Manchete(hoje RedeTV!), a Band, a TV Tupi(falida), a Rede Record, o SBT e a TV Excelsior(a única a combater o regime militar)], foi o modo como ela defendeu – exaltou – o sistema político vigente, ou seja, essa tese de que ela simplesmente não falou, não contou a realidade, porque foi censurada, é uma forma de defesa que a Rede Globo descobriu para se explicar à sociedade brasileira agora no período da democracia.

No ano de 1989, ocorreu eleições para presidente. Inicialmente, parecia não existir nenhum candidato politicamente de direita com chances de vencer Lula (do PT) e Brizola(do PDT), até que surge “das cinzas” Fernando Collor. Este, com carreira familiar governista e sendo homem de confiança do regime passou a concorrer à presidência. Sustentado pelos políticos tradicionais do PFL(dissidência do PDS, hoje DEM) da turma de Maluf, do PTB e de parte significativa do PMDB. Os grandes empresários também o apoiavam.

Lula e Collor foram para o 2° turno, com Collor vencedor. Às vésperas das eleições, a Rede Globo propôs um 2° debate entre os candidatos. Esse debate que foi realizado na madrugada de segunda-feira(por isso poucos assistiram), foi compactado com os “melhores momentos” transmitido no Jornal Nacional. Mas o compactado da Globo tinha sido preparado de modo que desse a impressão de que Collor tinha arrasado Lula no debate. Percebeu? Escolheram apenas certos trechos, como numa luta de boxe, em que só se mostram os socos que um dos lutadores deu e não os que levou. Uma manipulação óbvia dos fatos. Mas, para a maioria da população, o Jornal Nacional, mais uma vez, tinha mostrado “as imagens eletrônicas da verdade”.

No final, Collor venceu as eleições. Os grandes empresários respiraram aliviados e a população mais humilde comemorou o triunfo de seu candidato(mal sabiam o que os aguardava – devia pensar o “Caçador de Marajás”). Claro que o povo – a cabeça – é quem faz a televisão. A TV Globo no Brasil, é só um reflexo do próprio povo, o que ele pensa e quer. MAS, O QUE TUDO ISSO TEM HAVER COM O PRESENTE? TUDO CARO LEITOR... Só os disfarces mudaram, o plano é o mesmo. Não caia amigo, na artimanha de um “povo” que usa o discurso apelador e instigante(que não desce a goela...), em dizer “meu pai carregou caixas de frutas, para que eu pudesse carregar caixas de livros”. “Não banque o puritano, ó Cacique, com essa fala tomada de 'sensacionalismo anti-burguês' que jamais povoou seu cérebro e os lados de seu partido.”

Pode não ter sido decisivo o empenho da Globo, mas foi muito importante o apoio dado a Collor em 1989, comprovando assim mais uma vez, a supremacia global. Será que a Globo terá a mesma “cara de pau” em manipular o debate destas eleições de 2010 a favor de seu candidato como no ano de 1989 com Collor?



Desculpe-me caro leitor pelo texto longo. Foi a única forma de resumir e mostrar o máximo de intransparência que vivemos no meio informativo. Se você leu até aqui, sei que é um dos poucos que se interessam pela nossa política nacional e pensa ou crítica esse sistema podre e totalmente deficiente o qual vivemos. Busquemos melhorias para uma nação verdadeiramente democratica!


Vídeos-O Último cidadão Kane(parte 1 a 4)


No ano de maior explendor da Rede Globo, que foi quando a própria tentou ser a maior emissora televisiva do mundo(na década de 80,90) - até mesmo que as potências européias - a BBC de Londres produziu um documentário que retrata com boa "fineza" a história da Rede Globo e do Brasil: O Último Cidadão Kane é o nome dos vídeos. Estam divididos em 4 partes muito bem espaçadas... dê uma olhada e tenha mais uma nova percepção da "redeglóbulo".


PARTE 1





PARTE 2





PARTE 3





PARTE 4






No link abaixo, você pode - talvez - carregar o vídeo mais rapidamente, mas com um pesar: ele está partido em 10 partes...

http://www.mixpod.com/create-playlist.php?keywords=cidao+kane#?keywords=o%20ultimo%20cidadao%20kane


No link abaixo você pode baixar os vídeos em .avi - melhor resolução...

http://www.midiaindependente.org/

quarta-feira, 9 de junho de 2010

EVASÃO ESCOLAR:UM PROBLEMA CONJUNTURAL





















Os principais fatos que levam à evasão escolar são basicamente o trabalho prematuro,a falta de interesse e a estrutura educacional. São esses os pilares que levam a sociedade a decrescer.

O trabalho na adolescência é consequência dramática da condição social da família do jovem que acaba por largar a escola para contribuir para a renda familiar.

A falta de interesse também é um dos principais motivos. Para muitos os estudos são vistos como obrigação e não como uma forma de intelectualização,que serviria para um posterior emprego que o sustentaria durante sua vida. Os pais são a base para isso,são eles que devem incentivar a criança e o adolescente a estudar mostrando-lhes que o estudo não é algum "bicho de sete cabeças".

A estrutura da educação de uma forma geral é defasada. Pouco incentiva os jovens à leitura e à sua culturalização. Os professores mal são reconhecidos pelo poder governamental,o que os desanima para oferecer uma educação de boa qualidade,sem empregar a infraestrutura das escolas e a qualidade dos livros.

A iniciativa,claro,sempre parte do indivíduo. Mas,ele só prossegue se apresentarem para ele o caminho. Quem será que deve mostrar isso a ele com maior ênfase?

VÍDEO - O DESAFIO EM DAR AULA