"Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las."
Voltaire

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

A SOCIEDADE ESTÁ MEDROSA POR TUDO

Vi um dia desses na televisão, em um programa de canal fechado, uma discussão sobre o atual comportamento da sociedade brasileira. Era posto em pauta a forma de relacionamento entre os indivíduos e o meio com a liberdade. E, um dos convidados pelo programa falou algo que me chamou a atenção: “Por não conhecermos as pessoas que nos cercam, vivemos condenados ao medo e ao constante estado de apreensão”.

Fui refletir sobre aquela frase, e cheguei a conclusões quase certas e notórias: vivemos em um binômio de segurança-insegurança. Quantas famílias pagam condomínios caríssimos, investem na blindagem de seus carros e chegam ao cúmulo de vigiar/rastrear seus filhos. Não seria demais pensar nisso, enquanto uma sociedade vive em constantes ondas de criminalidade, por sujeição dessas condutas.

A necessidade de liberdade para qualquer ser humano instiga-o a se desamarrar de toda uma cadeia que a ele foi imposta. Cadeia esta envolta pela família, pela Igreja, pelo Governo que não estruturam harmoniosamente a cabeça de futuros adultos. Assim, esses futuros adultos passam por crises de idade e não sabem como agir em determinadas circunstâncias da vida. Por exemplo, quando um casal resolve se casar mas ainda tem medo de abandonar as mordomias de solteiro.

Da frase dita pelo convidado ao programa de canal fechado, pode-se ver também que as crianças sofrem. Elas são privadas de se divertirem por estarem aprisionadas dentro de casa. Isso me veio quando ouvia a uma rádio de notícias, em que Gilberto Dimenstein concluía essa ideia: “a criança tem sido tanto superprotegida pelos pais por causa da crescente violência, que os pequenos vêm gerando doenças como a obesidade.” Vejam só! É um mal que leva a outro mal. Mas, infelizmente essa foi a única solução encontrada para a não ocorrência do pior.

Então, eu poderia tentar resolver uma questão: será que a sociedade está doente por uma psicopatologia (copiando Lúcio Malagoni, do O Popular) que é fácil de ser diagnosticada e difícil de ser curada? Provavelmente sim. Não seria trabalhoso apontar problemas para as causas das inúmeras dificuldades do meio humano. A questão é como resolvê-las. Quando isso tiver sido descoberto, enfrentado e combatido eu serei o primeiro a derrubar o meu muro.

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TEMPOS DE CONSCIÊNCIA

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

A MÁFIA NOS TRANSPORTES


Há pouco tempo começou a ser desmantelada no país um dos maiores esquemas de corrupção e fraude já vistos na área dos transportes. Denúncias direcionadas a altos cargos do Ministério que derrubaram o ex-ministro dos transportes Alfredo Nascimento, e seus aliados. Dentre eles Luiz Antônio Pagot – diretor geral do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), José Francisco das Neves (o Juquinha) – diretor presidente da Valec (estatal responsável pelas ferrovias) e os assessores do ex-ministro. Todos ligados ao PR, Partido da República.

O PR é responsável pelo Ministério dos transportes cerca de sete anos. Lá, teve a função de coordenar obras da logística que o próprio nome carrega, transportes. Por exemplo, a construção de rodovias – federais –, de hidrovias, de ferrovias, a manutenção das mesmas e seus respectivos custos e afins. Porém, não é o que se vê rodando pelo país. O escândalo noticiado na mídia está focado, principalmente, nas rodovias. Estas mal geridas e que servem de trânsito para o roubo do erário público por aqueles de colarinho branco. Perfaz-se assim, a incompetência e falta de punho do partido em administrar um posto de importância econômica ao Brasil.

Até o dia 27 de julho, haviam sido demitidos 20 servidores do Governo, em que, a maioria dos demitidos são do Partido da República. Contudo, essa atitude advinda da presidência provocou a irritação da cúpula do partido nas casas de votação. Então, um deputado do PR disse que o Governo deve ser mais cordial com a base aliada para não ter problemas no Senado e na Câmara. Isso porque o Governo efetuou tais demissões sem consultar seus coligados pois era evidente que o Ministério precisava passar por uma re-estruturação o quanto antes. O engraçado disso é que o PR ao invés de dar exemplo, repudiando as atitudes de seus membros que foram afastados por corrupção os apoia. Para não criar mais atritos, o Governo (PT) também afastou seu partidário, Hideraldo Caron da Diretoria de Infraestrutura Rodoviária do Rio Grande do Sul.

Os principais problemas que têm resultado nessas demissões ou afastamentos do Ministério,reside nas 23superintendências do DNIT. Dentre elas, 15 estão sendo investigadas por superfaturamento de obras, corrupção, fraude em licitações e tráfico de influência. As denúncias atingem os Estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Enquanto isso, obras paradas, ou mesmo rodovias sem asfalto ou com sérios riscos a causar acidentes. Faltam sinalização, acostamento, e sobram nervosismo/tensão ao dirigir por BR's movimentadas de sentido ida-e-volta.

Semana passada, em entrevista à imprensa o ministro das comunicações, Paulo Bernardo, filiado ao PT, disse que é quase impossível não haver problemas no DNIT, quando se referia ao caixa do órgão que neste ano chega perto dos 14 bilhões de reais. O ministro completou sua fala: “o TCU (Tribunal de Contas da União) vai continuar apontando irregularidades no setor. Isso não vai mudar”. Com essa fala senti um certo tom de desprezo, menosprezo, de alguém que por obrigação deveria combater essa situação, mesmo que esteja “fora de sua ossada”.

Por fim, “Já estava na hora de realizar uma faxina em Brasília. Não com a tal vassourinha como quis Jânio Quadros, mas com algo feroz: tratores potentes que rasgam e duplicam estradas superfaturadas e aditivadas a bel prazer”. Assim, Ademir Rêgo, escritor e colunista do Surgiu do Tocantins, expõe a sua opinião e a de muitos brasileiros indignados com este abuso de posição de certas pessoas na Esplanada. Só espero que toda essa máfia nos transportes seja punida com rigor, para então o Brasil se alinhar e interligar mais efetivamente e comodamente os seus extremos continentais.


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O BRASIL NECESSITA DE UMA CONVULSÃO SOCIAL

quinta-feira, 21 de julho de 2011

O BRASIL NECESSITA DE UMA CONVULSÃO SOCIAL

O Brasil ainda resiste em pleno século XXI a uma transformação de âmbito nacional em suas esferas, que abrangem domínios sociais, políticos, econômicos e filosóficos. Mas imaginar a possibilidade disso ocorrer, não requer luta e força de vontade somente do Governo, como muitos pensam. Ao contrário, a luta é do povo. E tal peleja deve ter por finalidade construir um país de igualdade de direitos, independentemente da condição social.

Há pouco tempo foi repercutido no país o desabafo de uma professora do Rio Grande do Norte, na tribuna da Assembleia Legislativa. O vídeo anexo a esta postagem, traz a íntegra de seu discurso. “Como assim não vamos falar da situação precária da educação, secretária Betânia Ramalho? Estamos aceitando a condição precária da educação como uma fatalidade, é isso? e ainda querem que eu salve o Brasil com um giz e um quadro na mão?”, disse. Por quê uma professora teve de fazer isso? Cadê a posição de nossos ilustres legislantes e executivos que cobram caro para fazer nada? Enquanto isso, docentes despreparados e mal pagos, infraestrutura escolar péssima e o apoio ao aluno zero.

Outro descaso, está presente na saúde. Hospitais e postos de saúde lotados, número de leitos insuficientes, triagem para atendimento do paciente defasado, e a falta do principal: médico. Ou seja, quem por uma infelicidade, cai em doença e recorre ao SUS (Sistema Único de Saúde), ficará horas na fila a espera por uma consulta. Deveria ser um serviço básico de prestação do Estado que muito explora o cidadão.

O irritante de tudo já pontuado, é que não são casos isolados. Da mesma forma que a educação e a saúde passam por impasses, o transporte público e a segurança pública também passam por questões parecidas. Porém, existe uma solução: GREVE GERAL. Claro que, de certa forma, situa-se em pontos por radical, contudo, é uma maneira do povo chamar a atenção das autoridades a seus apelos.

No momento em que a população não aguentar mais tanta injustiça, tanta corrupção, e outras tantas mentiras, estourará a revolução. Talvez aí, mudanças aconteçam. Para tanto, o trabalhador deve se dar conta do enorme poder que tem em mãos. Então, juntos, declarar greve geral com médicos, professores, policiais, motoristas do transporte público e demais frentes, afim de abalar a estrutura de um Estado que só se fortifica. Entretanto, a grande massa nacional ainda vive com a cabeça no estômago, impedindo mudanças mais profundas.

Ano que entra terá novas eleições para prefeito e vereador. Se você leitor(a) quer transformações em seu município, pense e investigue possíveis candidatos. Até então, é cedo para pensar nisso. Mas, analise os pré-candidatos. Será que a grande maioria deles não perfazem o tipo liberal-conservador ou o tipo “deixa como tá, que tá bom (pra mim)”? Nem sempre radicalizar faz-se uma boa saída, diferentemente de algumas revoluções históricas e atuais. Porém, o Brasil começa a clamá-la. E quando essa revolução-grevista estourar, efetivamente uma nova estrutura político-governamental vai começar.

DEPOIMENTO DA PROFESSORA AMANDA GURGEL


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