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Há
décadas o Brasil discute se retira ou não de Ato Criminoso fumar
maconha, conduta tão famosa dos anos 70 e 80. Comportamento aprovado
essencialmente por usuários, eles tentam angariar expressão social
para confirmar legítima a prática da “pitada”. No entanto, com
argumentos pouco consistentes, brigam por uma causa fútil tal qual
acender um baseado. Ninguém em sã consciência há de imaginar a
liberação desse mal como prioridade em um país com tantas questões
para se resolver. Seria o início de um imenso problema.
A
sociedade, historicamente, sempre conviveu com inúmeros tipos de
drogas, em especial a bebida e o fumo. O consumo desregrado nas
festividades era comum e necessário para o prestígio do anfitrião.
No entanto, o sentimento de satisfação proporcionado por elas
superava a atenção que deveria ser dada aos males causados. Isso
não foi o bastante para impedir a socialização do álcool e do
cigarro. Um triste erro do homem em busca do prazer.
Os
males provocados pela simples tragada da maconha causam sérios
problemas psíquicos, diferentemente do que muitos pensam. Por ser
uma droga psicoativa, segundo o professor universitário e pediatra
João Gonçalves de Medeiros Filho em artigo publicado pelo sítio
CRM-PB via CFM, ela provoca euforia, distorções espaço-temporais,
alterações de humor, taquicardia, dilatação dos vasos sanguíneos
oculares, secura na boca, depressão, tontura e ataques de pânico.
Ainda assim, aqueles que fazem uso, tentam convencer a si mesmos e
os outros de que não são dependentes da maconha. Só não sabem
explicar o porquê de precisarem tanto dela.
Por
meio do Movimento pela Legalização da Maconha (MLM), os
simpatizantes pela descriminalização, a fim de sustentar sua
posição, atribuem infantis argumentos a causa para corroborá-la.
Comparam o regime liberal de países desenvolvidos (Holanda,
Alemanha, Itália) ou países pequenos (Argentina, México) como
modelo para o Brasil. Dizem que se podem criar leis para tributar a
venda de maconha e, que políticas de repressão à droga estão
falidas há anos. Mas, de forma mais concreta, não conseguem dizer
qual seriam os benefícios para a sociedade; quem sairia ganhando? Ainda gritam pelas ruas “hipócritas” para aqueles supostos
desfavoráveis que “pitam” escondido, pois querem manter as
aparências publicamente. Não é porque gente dita famosa e outros
de relevância midiática já usaram que devemos seguir seu medíocre
exemplo. Por curiosidade? Bem, já diz o dito popular que o gato
morreu dessa forma.
Em
suma: a Cannabis sativa deve
ser proibida para o livre comércio. Os efeitos biológicos do
tetraidrocanabinol (THC) são terríveis em pouca ou muita dose (fora
do hospitalar), perfazendo uma brecha para outras modalidades de
vícios químicos. A família perde, a sociedade perde, a pessoa
perde. Combater a ilusão de droga inócua precisa ser difundido. Os
pais precisam estar atentos as atitudes dos filhos e de seus amigos,
porque ninguém quer a ajuda médica posteriormente. Pois,
convenhamos, quem não tem dinheiro para tratar, sofrerá absurdos
com o sistema público de saúde. Essa sim é a realidade para a qual
devemos olhar fundamentalmente.
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