"Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las."
Voltaire

Mostrando postagens com marcador CFM. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador CFM. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 26 de junho de 2013

MÉDICOS ESTRANGEIROS ou ESTRUTURA DE SAÚDE “PADRÃO FIFA”?



A Medicina é uma ciência social, e a política não é mais que a medicina em grande escala.”

Nas últimas semanas, o Brasil tem passado por uma avalanche de protestos e revoltas populares em razão de sua dinâmica atual. Todas, com razão, ganharam repercussão internacional pela já famosa má administração pública nos transportes, na educação, na política e na saúde. Então, com a necessidade de dar uma resposta a sociedade sobre as questões levantadas, Presidenta Dilma divulgou vídeo oficial no dia 21 desse mês pontuando possíveis soluções. Reiterou seu posicionamento em outro vídeo oficial divulgado ontem (24), sobre a necessidade imediata de validação de diplomas médicos vindos do exterior para suprir a suposta falta destes profissionais no interior do país. Atitude de cunho político e de pouca resolutividade, em um ano à vésperas de eleições.

É de conhecimento notório quanto a realidade da saúde pública nos estados e municípios da Federação. O sucateamento dos serviços essenciais de atenção à saúde da população não é novidade, pois são negligenciados desde a ditadura militar. A falta de planejamento e efetivação de propostas que circulam na pauta da Câmara e do Senado emperram que mudanças mais profundas ocorram (mesmo gradualmente) na área. Mas não só isso, desde o desvio de dinheiro até a falta de vontade política contribuem gritantemente para que nada mude. Assim, os poucos hospitais que existem não comportam a demanda, além de faltarem profissionais especializados e, até mesmo, material básico nos Cais e Prontos-Atendimentos para o trabalho sem improvisos.

Porém, não é dessa forma que o Governo vê o Sistema Único de Saúde (SUS). Para ele, há vagas suficientes nos hospitais públicos e são oferecidos ótimos salários para médicos e outros profissionais da saúde. Por isso, não concorda com o progressivo esvaziamento de médicos das cidades interioranas porque simplesmente faltam remédios, faltam instrumentos clínicos, faltam produtos de limpeza. Para contrária-lo de vez, o Conselho Federal de Medicina, o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo e a Universidade de São Paulo em parceria, realizaram uma ampla pesquisa – “Demografia Médica no Brasil, Cenários e Indicadores de Distribuição” – sobre a distribuição de médicos pelo país. A conclusão foi de que na região Sudeste, existem 2,67 profissionais por mil habitantes. No Sul do país, a proporção é de 2,09, seguido do Centro-Oeste (2,05), Nordeste (1,23) e Norte (1,01). Para a OMS deve haver no mínimo um médico para cada mil habitantes.

A desigualdade regional se intensifica na comparação entre cidades do interior e as capitais, onde a proporção destes profissionais pode chegar a ser quatro vezes superior ao verificado no interior. Tudo porque a falta de atrativos, tanto financeiros quanto estruturais, podem colocar em risco a carreira desse profissional. Dessa forma, uma medida puramente simplória tenta minimizar as questões mais sérias do contexto: facilitar a entrada de médicos do exterior. Bem, não teríamos nada contra eles caso consigam aprovação em uma prova via Revalida para conseguirem permissão para a prática da Medicina. Contudo, o Governo Dilma tenta afrouxar as rédeas para legalizar qualquer um que tenha feito o curso de medicina fora. Sabe-se que muitos países latinos não possuem uma medicina de excelência, podendo vir a colocar a população nas mãos de pessoas com conhecimento duvidoso.

Apesar de tudo, também não podemos esquecer de nossas faculdades de medicina. Em sua grande maioria, quanto a prática discente e metódica é bem feita e amplamente aprovada pelos órgãos de fiscalização médica. Ainda que isso seja louvável, ora outra saem médicos com pouca qualificação. Portanto, da mesma forma que os recém-graduados em Direito se submetem a prova da OAB, os recém-graduados em Medicina também deveriam se submeter a prova dos Conselhos da área. Não é porque se estuda aqui que ganha, por extensão, o direito de exercer a medicina. O bem mais valioso de alguém é confiado àquele praticante da medicina, logo, espera-se competência e sabedoria desse profissional.

Enfim, permitir que pessoas com um “suposto” diploma de medicina atuem sem uma averiguação de seus conhecimentos pode se tornar uma grande problemática futuramente. Não estão faltando somente médicos nos interiores, mas sim prefeitos, vereadores e deputados preocupados com a situação de sua população. O povo deve lutar para melhorar a saúde a qual utiliza. Mesmo porque, é ele que faz uso do SUS independente de qual nacionalidade seja o seu médico. E, que se atente, como vem fazendo nessas últimas semanas, às atitudes de seus governantes: eles facilitam ou dificultam a nossa vida. Torço para que, caso alguém fique doente nessa luta, não precise do SUS para ser atendido pois, ele mesmo está precisando de uma UTI.

Leia também:

“MAIS IMPOSTOS, MENOS SAÚDE. MAS NÃO ESQUEÇAMOS: TEMOS COPA EM 2014”



***VÍDEOS

*PRESIDENTA PROPÕE PREBISCITO

*DEPUTADO MANDETTA (DEM - MS) FALANDO SOBRE MÉDICOS ESTRANGEIROS

domingo, 10 de março de 2013

LEGALIZAR A MACONHA, PRA QUÊ?

idadecerta.com.br

Há décadas o Brasil discute se retira ou não de Ato Criminoso fumar maconha, conduta tão famosa dos anos 70 e 80. Comportamento aprovado essencialmente por usuários, eles tentam angariar expressão social para confirmar legítima a prática da “pitada”. No entanto, com argumentos pouco consistentes, brigam por uma causa fútil tal qual acender um baseado. Ninguém em sã consciência há de imaginar a liberação desse mal como prioridade em um país com tantas questões para se resolver. Seria o início de um imenso problema.

A sociedade, historicamente, sempre conviveu com inúmeros tipos de drogas, em especial a bebida e o fumo. O consumo desregrado nas festividades era comum e necessário para o prestígio do anfitrião. No entanto, o sentimento de satisfação proporcionado por elas superava a atenção que deveria ser dada aos males causados. Isso não foi o bastante para impedir a socialização do álcool e do cigarro. Um triste erro do homem em busca do prazer.

Os males provocados pela simples tragada da maconha causam sérios problemas psíquicos, diferentemente do que muitos pensam. Por ser uma droga psicoativa, segundo o professor universitário e pediatra João Gonçalves de Medeiros Filho em artigo publicado pelo sítio CRM-PB via CFM, ela provoca euforia, distorções espaço-temporais, alterações de humor, taquicardia, dilatação dos vasos sanguíneos oculares, secura na boca, depressão, tontura e ataques de pânico. Ainda assim, aqueles que fazem uso, tentam convencer a si mesmos e os outros de que não são dependentes da maconha. Só não sabem explicar o porquê de precisarem tanto dela.

Por meio do Movimento pela Legalização da Maconha (MLM), os simpatizantes pela descriminalização, a fim de sustentar sua posição, atribuem infantis argumentos a causa para corroborá-la. Comparam o regime liberal de países desenvolvidos (Holanda, Alemanha, Itália) ou países pequenos (Argentina, México) como modelo para o Brasil. Dizem que se podem criar leis para tributar a venda de maconha e, que políticas de repressão à droga estão falidas há anos. Mas, de forma mais concreta, não conseguem dizer qual seriam os benefícios para a sociedade; quem sairia ganhando? Ainda gritam pelas ruas “hipócritas” para aqueles supostos desfavoráveis que “pitam” escondido, pois querem manter as aparências publicamente. Não é porque gente dita famosa e outros de relevância midiática já usaram que devemos seguir seu medíocre exemplo. Por curiosidade? Bem, já diz o dito popular que o gato morreu dessa forma.

Em suma: a Cannabis sativa deve ser proibida para o livre comércio. Os efeitos biológicos do tetraidrocanabinol (THC) são terríveis em pouca ou muita dose (fora do hospitalar), perfazendo uma brecha para outras modalidades de vícios químicos. A família perde, a sociedade perde, a pessoa perde. Combater a ilusão de droga inócua precisa ser difundido. Os pais precisam estar atentos as atitudes dos filhos e de seus amigos, porque ninguém quer a ajuda médica posteriormente. Pois, convenhamos, quem não tem dinheiro para tratar, sofrerá absurdos com o sistema público de saúde. Essa sim é a realidade para a qual devemos olhar fundamentalmente.

VÍDEOS

MACONHA CAUSA ABSTINÊNCIA - JN

CQC: A MACONHA

FHC NO RODA VIVA

EFEITO DA MACONHA - TAPA NA PANTERA

CAMPANHA CONTRA AS DROGAS - COM RONALDINHO GAÚCHO