"Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las."
Voltaire

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segunda-feira, 25 de março de 2013

A POTÊNCIA DAS PALAVRAS

Saatchi & Saatchi Sigapura para a Aware, 2012

As palavras carregam em si um sentimento especial que, dependendo da situação vivenciada, surtirá um determinado efeito. Quem quiser seduzir, comandar, influenciar terá de saber escolher bem o repertório vocabular para agir, diferentemente daquele que age por impulso. Essa pessoa, geralmente devido a seu temperamento, não mede a força das palavras de que faz uso, e, assim, acaba por ofender a quem as dirige. Uma problemática que no mundo egoísta e individualista de hoje pode causar o isolamento, ou mesmo a guerra.

Não são todos os dias que estamos de bom humor. Somos humanos, portanto, fadados ao erro e ao cansaço (físico e mental). Contudo, não pode ser esta a justificativa dada para todos os problemas do cotidiano. E, por conta disso, despejar a nossa raiva na primeira pessoa que passar, de modo a atingi-la verbalmente. Cada palavra possui um significado único e específico que pode machucar os sentimentos de alguém, caso não seja feita uma prévia avaliação do que se pretende dizer.

Pensar antes de falar alguma coisa pode ser uma grande virtude. Pois, “encaixar” uma palavra errada em uma frase pode render sérios problemas: em uma negociação comercial, uma entrevista, uma conversa pessoal, um diálogo intertribal, podem ser um fracasso. Tudo depende da forma como se vai dizer. A palavra tem poder. Um poder atrativo tão grande que é negligenciado por muitas pessoas, e que poderia ser mais útil para o bem.

Qualquer indivíduo gosta de ser elogiado e de se sentir valorizado. Palavras bonitas, quando merecidas, são indispensáveis ao bom exemplo. Podem unir ou reconciliar enamorados, desmanchar guerras, coordenar uma revolução. Ou seja, a palavra pode ser devidamente raciocinada para a evolução da vida humana. Cabe ao homem perceber isso.

Por fim, o significado de cada palavra é muito importante nas relações pessoais e sociais. Cada palavra está embutida em um rótulo, e esta convenção revelará o real significado do que as pessoas pensam quando as professam. A música da cantora Vanessa da Mata (As Palavras) deveria ser “embrulhada” e dada como presente a todos. Porque, assim, muitas situações seriam facilmente resolvidas se tomassem conta com carinho daquilo que fossem dizer.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

A COMPLICADA CONVIVÊNCIA HUMANA


Um dia desses, ao rodar os canais da tevê à procura por alguma diversão, caí em um programa de debates cujo tema era: “pluralidade humana – como conviver com isso?”. Achei legal a abordagem do programa (que havia começado), e acabei cedendo ao canal. A direção do programa juntou pontos de vistas bem opostos para proporcionar, assim, visões diferentes em prol da discussão, alguns de cientistas políticos, outros de religiosos.

Minha mãe sempre me ensinou a ser respeitoso e educado com qualquer pessoa, ter paciência e ser gentil. Pouco diferente da maioria das pessoas, creio, porém colocando em prática , ao máximo, estas virtudes. Mesmo com o já dito, ainda é difícil analisar as ideias de alguém ou vê-las como melhores que a nossa. Essas considerações foram feitas por um articulista no programa, que completou sua fala com uma pergunta: “Por que é tão complicado admitir o próximo como ele realmente é?”.

A resposta para a questão é complicada. A sociedade hoje está pluralizada, cheia de novos estilos misturados a preconceitos de naturezas diversas. Os mais comuns são de ordem racial, religiosa, econômica ou social. Dentre as citadas, as duas primeiras estão em realce. No programa, certo religioso defendia a concepção de não haver outra fé melhor senão a evangélica. Lá, repudiou crenças de origem africana – candomblé, umbanda – e classificou-as como do demônio. Também criticou os santos católicos, além disso. Puro preconceito.

Normalmente, a falta de tolerância advém da ausência de conhecimento que é fruto da descoberta e do diálogo entre as pessoas. Toda pessoa tem algo para dizer e ensinar, motivos estes de sobra no constante aprendizado da vida. No momento em que o homem perceber a real importância da socialização e entender melhor as inúmeras variantes participantes dela, estará mais apto a conviver com seus semelhantes. Vejo aí a atuação pertinente de minha mãe para mim.

Por fim, as coisas mudarão no instante em que o homem aprender a escutar e compreender o outro. Ele mesmo não é perfeito, razão pela qual faz-se impossível se julgar superior. Assim, nunca será fácil ter um dia a dia com alguém, entretanto, as dificuldades podem ser minimizadas. Coadunar isso pode ser a fórmula de uma pequena-grande felicidade. Basta cada um saber como encontrá-la e usá-la.

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A DISTORÇÃO DA FELICIDADE