"Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las."
Voltaire

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

A INFLUÊNCIA DAS VÁRIAS MÍDIAS SOCIAIS



A internet é considerada hoje uma das melhores ferramentas de exploração mundial tida como ótima difusora de notícias, opiniões e conhecimentos. Foi com base nisso que pessoas como os criadores do MSN, Orkut, Twitter, Facebook deram início a esse tipo de mercadoria. Uma mercadoria digital, impalpável, de poderes inimagináveis para governos que até então viam-nas como tolas – caso de Hosni Mubaraki, ex-ditador do Egito. Mas, talvez, o pior proporcionado por essas mercadorias que funcionam qual por redes sociais é o efetivo distanciamento físico entre as pessoas. As pessoas se comunicam por e-mails, por scrapts e “cutucões”, calcificando dessa maneira as relações inter-virtuais.

A influência da Web na vida de cada indivíduo desde o início do século XXI é inevitável. Ela está presente na tevê, no rádio, no papel de jornal via propagandas. E não é para menos, pois caracteriza-se uma das mais vendidas tecnologias de massa no mundo (diga lá Steve Jobs). Claro que ainda não pode ser considerada totalmente democrática, visto que para utilizá-la, faz-se necessário seguir um ritual de sacrifício: comprar o PC, escolher a operadora do sinal, escolher o provedor, comprar o modem e penar com uma velocidade medíocre de carregamento de sites.

Agora, o que mais faz sucesso na internet são as redes sociais.

No Brasil, há 36,6 milhões de brasileiros internautas dentre os quais cerca de 70% pertencentes a, no mínimo, uma rede social conforme pesquisa IBOPE/NetRatings. Desse número, a maioria adolescentes de fácil persuasão que utilizam das mídias sociais com finalidade de se mostrarem. Tiram fotos, vídeos, expõem sua vida e seu cotidiano a qualquer um portador de entrada a essas teias virtuais. Isso se torna algo prejudicial porque muitos jovens passam horas a fio em frente ao computador diminuindo, consequentemente, suas relações sócio-pessoais.

Segundo a psicóloga Ceres de Alves de Araújo, os adolescentes se exibem tanto no mundo digital a ponto de já terem sido chamados de Geração look at me (“olha para mim”). Esse fato poderia levar a sérios problemas de sociabilização, autorreflexão e introspecção, essenciais a formação pessoal. Para tanto, o controle das atividades na Web requerem um certo tom de cuidado no zelo do tempo de uso. “O computador é diversão. E diversão se larga para almoçar, jantar e dormir”, pontua a psiquiatra Içami Tiba em entrevista a uma revista.

Por fim, o acesso ao conhecimento e ao infinito mundo de conexões propiciado pela internet é, talvez, o mais transformador fenômeno de mundo contemporâneo. As redes sociais – Blogger, MSN, Flickr, Facebook – estão aí para serem usadas. Sempre na expectativa de que possam ser úteis para o bem, e nunca em excesso. Mesmo que, por vezes, elas sejam convertidas por grupos xenófobos à crimes cibernéticos contra negros, nordestinos e judeus. Motivos estes de preocupação que têm levado o domínio público a re-pensar nas formas de atuação das redes no meio social.



VÍDEOS

Não Faz Sentido! - Mídias Sociais


Social Media Revolution - A Revolução das Mídias Sociais

terça-feira, 27 de setembro de 2011

UMA JOGADA POLÍTICA DE MESTRE: MEDICINA – UEG/2013

A questão da educação no Estado de Goiás, assim como em todo o Brasil, sempre foi posta de lado. Mas agora, diferentemente de tempos passados, as pessoas começam a envolver-se cada vez mais no assunto. E por estarem relativamente mais atentas e informadas, o Governo de Goiás tem proposto medidas de re-estruturação da Universidade Estadual de Goiás (UEG). Tudo esquematizado em uma jogada política do atual governador – Marconi Perillo (PSDB) – que trabalha para a criação do não tão necessário curso de Medicina em uma universidade com média 2 de 5 no Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes).

Desde a criação da UEG ela é vista com certo receio e desprezo pela população. Fruto de governos desmotivados à ampliação técnico-humana na instituição. Por isso, resultantes físicas denigrem e comprometem o ensino tais como, prédios depredados, telhados quebrados, precisão de materiais de higiene e limpeza, e até energia elétrica, que às vezes é cortada por falta de pagamento. E não é só isso. Além da privação instrumental dos alunos, há também a privação científica. Ou porque os espaços para estudos são inexistentes, ou porque são pequenos para o número de pessoas.

A UEG, hoje, está presente em 49 municípios com 42 unidades que administram 153 cursos. Possui 20802 alunos, 2494 professores e 144 servidores. É considerada uma das maiores universidades do país, e ao mesmo tempo uma das cinco piores de acordo com o MEC (Ministério da Educação e Cultura). Tudo porque seu orçamento é escasso. O Estado destina a instituição apenas 2% do dinheiro arrecadado pelos cofres públicos – quase R$ 140 milhões – enquanto que a UEPB (Universidade Estadual da Paraíba) recebe R$ 340 milhões para 41 cursos [por favor, comparação sem discriminações]. Com a proposta de re-estruturação na instituição feita pela Sectec (Secretária de Ciência e Tecnologia do Estado de Goiás), cursos de baixa demanda no vestibular seriam extintos e outros transferidos.

As principais metas para a tal reordenação da UEG são Autonomia Universitária (Política, Financeira, Acadêmica e de Gestão) e Re-estruturação Acadêmica (Centros de Estudos Regionais). Tudo isso elaborado pela Sectec. Não foi a UEG por meio de seu corpo dirigente que graduou mudanças, e sim a Sectec a mando do Governo. Desse modo o Governo infringe a Constituição Federal e a Gestão Democrática pautada pela LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional), ferindo a soberania da Universidade em assuntos internos quanto a, por exemplo, criação e extinção de cursos. Prevê-se que ocorra o fechamento de seis cursos: Pedagogia em Nova Crixás, Itaberaí e Luziânia; História e Letras em Jussara; e Tecnologia em Redes de Computadores em Trindade; e o remanejamento de outros dentre as unidades. Prevê-se também a criação de Medicina (Aparecida de Goiânia) e Direito (Iporá) na UEG.

O presidente da ADUEG (Associação dos Docentes da UEG), professor Emerson de Oliveira, diz que não há novidades na re-estruturação da universidade, a não ser os cortes de cursos (ouça a entrevista do professor a Rádio 730am). O então vice-presidente do DCE (Diretório Central dos Estudantes), Frank Boniek, em entrevista ao Jornal Opção e ao O Popular, disse que são “propostas maquiadas” as feitas pela Sectec. “Eles não conhecem a realidade dos cursos, e portanto, mexem no que pouco sabem.” E confirma os dados acima: “Não serão extintos seis cursos e sim 32 (especula-se ainda por volta de 59 cursos e demissão de 900 professores – Diário do Interior), pois os atuais cursos seriam transferidos para onde já são lecionados. Exemplo, os cursos de São Miguel do Araguaia que irão para Porangatu.”

Por fim, fica clara a real intenção do presente governador. Nunca antes na história de Goiás, o excelentíssimo governador teve vontade em equipar a universidade ou erguê-la academicamente. Politicagem. É só esperar que na próxima campanha eleitoral, ele estará se vangloriando pelos cursos de Medicina e Direito criados, e pelo “bem” proporcionado por seu governo à todos. Capacitar melhor os professores, construir escolas, hospitais, e desburocratizar o sistema judiciário nem passa pela cabeça desse tipo de político. Contudo, espera-se que agora realmente as coisas entrem no eixo tão essencial à educação. Um Estado tão grande para UMA universidade federal (UFG) e UMA universidade estadual é pouco demais pra tanta gente afim de crescer intelectualmente.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

“MAIS IMPOSTOS, MENOS SAÚDE. MAS NÃO ESQUEÇAMOS: TEMOS COPA EM 2014”


Está sendo cogitado em Brasília o retorno da CPMF, agora com a finalidade de financiar a saúde. O problema é que para melhorar a saúde, usam da fala “De onde tiraremos dinheiro?” E concluem: “Porque não da CPMF (CSS).” Nada contra o retorno do imposto, se compensado por outro e que seja bem empregado. Agora, seu gasto deve ser leal. Não com estádios sem funcionalidade social após 2014, mas impreterivelmente com saúde (educação, moradia, alimentação). Digo porque a aplicação do dinheiro público sem licitação vem ocorrendo na cara dura em Estados que promoverão os jogos da Copa.

Não é de hoje que o sistema de saúde brasileiro apresenta debilidade no seu espaço preventivo. Herança de governos sem vontade política e desejosos de mudanças rápidas. Mesmo porque programas sociais não dão retorno ao Governo, pensam. Assim, atuar de forma impactante e bem visível consiste em executar programas sociais: pavimentação, construção de praças, doação de cestas básicas à famílias carentes. Com o quase total sucateamento da saúde, propõem ressuscitar a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), o que para uns é um verdadeiro tormento.

A CPMF marcava pressão em cima de todas as movimentações bancárias, exceto negociações na Bolsa, saques de aposentadoria, seguro-desemprego e salários. Na realidade, a volta da CPMF seria batizada de CSS (Contribuição Social para a Saúde), na expectativa de arrecadar quase 35% a mais se comparada a sua última atuação (de 9 bilhões para 12 bilhões). É por isso que partidários do DEM e tantos outros partidos (deputados, empresários), repudiam a sua volta. Descontaria na sua gorda conta bancária. Formatado como imposto direto, sem grandes chances de driblar o Estado por malandros e seus contadores – como fazem no Imposto de Renda –, assinala um dos impostos mais justos no Brasil.

Poderia até tentar engolir o possível fato da tributação do imposto, por ser uma causa justa – a saúde. No entanto, estádios de futebol são mais importantes que seres humanos? Construir estádios com o dinheiro público em sobra no caixa... pode, mas remediar o povo nada né! Isso é justo? Do mesmo modo, com típico discurso de abrandamento de massas: “enchemos vocês de porrada, mas fazemos rirem. E tem mais, logo faremos a Copa”. Aliás, eles diriam melhor: “Cobramos mais para melhorar a saúde, já tão defasada. Trabalharemos incansavelmente no aprimoramento dos serviços! Mas não esqueçam: teremos Copa em 2014!” eeeee...

Encarar um Governo que prioriza um evento esportivo em detrimento de sua nação é revoltante. Todos os dias pessoas morrem em filas de atendimento nos postos de saúde a espera de consulta, porque o Estado absteve-se de proporcionar um acolhimento decente ao paciente e seu devido tratamento. Se fosse caso de falta de dinheiro... mas não. Há excessos. E muito excessos mau gastos. As causas disso não são novas. Além de desvio de dinheiro, corrupção e superfaturamento de materiais, existe àquilo que não é posto em pauta – fica atrás dos bastidores.

Enfim, apoio o retorno da CPMF, ou melhor da nova CSS. Retirar daqueles que muito têm e investir em algo funcional se faz correto. Contudo, explorar das pessoas simples – como o Estado sempre fez – e ainda reverter o erário público em obras de estádio para evento de um mês é desonesto. Desonesto com o trabalhador humilde que não paga esse imposto, mas paga tantos outros que sugam seu salário, e todas as outras classes sociais. Já tá passando da hora de uma reforma no organismo dessa conjuntura estatal.