"Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las."
Voltaire

tradutor

domingo, 10 de março de 2013

LEGALIZAR A MACONHA, PRA QUÊ?

idadecerta.com.br

Há décadas o Brasil discute se retira ou não de Ato Criminoso fumar maconha, conduta tão famosa dos anos 70 e 80. Comportamento aprovado essencialmente por usuários, eles tentam angariar expressão social para confirmar legítima a prática da “pitada”. No entanto, com argumentos pouco consistentes, brigam por uma causa fútil tal qual acender um baseado. Ninguém em sã consciência há de imaginar a liberação desse mal como prioridade em um país com tantas questões para se resolver. Seria o início de um imenso problema.

A sociedade, historicamente, sempre conviveu com inúmeros tipos de drogas, em especial a bebida e o fumo. O consumo desregrado nas festividades era comum e necessário para o prestígio do anfitrião. No entanto, o sentimento de satisfação proporcionado por elas superava a atenção que deveria ser dada aos males causados. Isso não foi o bastante para impedir a socialização do álcool e do cigarro. Um triste erro do homem em busca do prazer.

Os males provocados pela simples tragada da maconha causam sérios problemas psíquicos, diferentemente do que muitos pensam. Por ser uma droga psicoativa, segundo o professor universitário e pediatra João Gonçalves de Medeiros Filho em artigo publicado pelo sítio CRM-PB via CFM, ela provoca euforia, distorções espaço-temporais, alterações de humor, taquicardia, dilatação dos vasos sanguíneos oculares, secura na boca, depressão, tontura e ataques de pânico. Ainda assim, aqueles que fazem uso, tentam convencer a si mesmos e os outros de que não são dependentes da maconha. Só não sabem explicar o porquê de precisarem tanto dela.

Por meio do Movimento pela Legalização da Maconha (MLM), os simpatizantes pela descriminalização, a fim de sustentar sua posição, atribuem infantis argumentos a causa para corroborá-la. Comparam o regime liberal de países desenvolvidos (Holanda, Alemanha, Itália) ou países pequenos (Argentina, México) como modelo para o Brasil. Dizem que se podem criar leis para tributar a venda de maconha e, que políticas de repressão à droga estão falidas há anos. Mas, de forma mais concreta, não conseguem dizer qual seriam os benefícios para a sociedade; quem sairia ganhando? Ainda gritam pelas ruas “hipócritas” para aqueles supostos desfavoráveis que “pitam” escondido, pois querem manter as aparências publicamente. Não é porque gente dita famosa e outros de relevância midiática já usaram que devemos seguir seu medíocre exemplo. Por curiosidade? Bem, já diz o dito popular que o gato morreu dessa forma.

Em suma: a Cannabis sativa deve ser proibida para o livre comércio. Os efeitos biológicos do tetraidrocanabinol (THC) são terríveis em pouca ou muita dose (fora do hospitalar), perfazendo uma brecha para outras modalidades de vícios químicos. A família perde, a sociedade perde, a pessoa perde. Combater a ilusão de droga inócua precisa ser difundido. Os pais precisam estar atentos as atitudes dos filhos e de seus amigos, porque ninguém quer a ajuda médica posteriormente. Pois, convenhamos, quem não tem dinheiro para tratar, sofrerá absurdos com o sistema público de saúde. Essa sim é a realidade para a qual devemos olhar fundamentalmente.

VÍDEOS

MACONHA CAUSA ABSTINÊNCIA - JN

CQC: A MACONHA

FHC NO RODA VIVA

EFEITO DA MACONHA - TAPA NA PANTERA

CAMPANHA CONTRA AS DROGAS - COM RONALDINHO GAÚCHO

2 comentários:

john luk disse...

Esse povo discriminam demais o uso dela, pois ela nao faz tao mal como as drogas licitas. Como o alcool matam milhares de pessoas no ano... Ate agora nao vi indicios que a maconha matou tanta gente assim... Ela apena faz a pessoa perder a nocao do tempo ... E enflui na perca de memoria , entre outras coisas q podem se agravar com o tempo... estudos relatam que nao foi comprovado q maconha "queima os neoronios" vi isso em um site , se essa informacao foi passada errada,.nao sei, agora sobre o uso medicinal seria uma boa.aqui no brasil , esses politicos nao sabem com a ilegalizacao atualmente, q alias eles sabem... Mais nada e feiti.. Nao sou usuario nem to fazendo apologia, é uma opiniao propria ...eles estao favorecendo o trafico ,se liberarem nao ira existir eu axo, traficantes de drogas... Se existir sera a minoria.... Sei la, como o brasil anda atualmente criancas usando drogas, como fosse a coisa mais normal do mundo, isso eh surreal, vamos ser um pais livre, cada um tem a sua vida, nao adianta tentar parar com o uso, pois pessoas correm atras, dessa maldita, legalizada ou nao...

Felipe Gonçalves disse...

Fico agradecido John pelo seu comentário aqui no Blog!

Pois bem, concordo com você quando diz que o álcool mata milhares de pessoas ao ano. Quem dirá o cigarro... Isso porque vemos todos os dias na tevê as consequências do uso indiscriminado dessa droga social. Mas, não vemos, cotidianamente, os prejuízos causados por algumas drogas ilícitas tal como a maconha. Entretanto, isso não significa que elas sejam menos danosas ao organismo humano. Da mesma forma que comparar os efeitos deletérios das mais variadas espécies de psicotrópicos (no caso a maconha e o álcool) para a saúde humana.

Não há repúdio na aplicação da maconha em um paciente dentro do ambiente hospitalar. Óbvio, desde que esteja sendo supervisionado por um profissional. Os anais da Medicina são claros quanto ao uso de qualquer tipo de droga que influa diretamente no cérebro: são prejudiciais, mesmo em pequena dose. Os remédios de Farmácias não são diferentes... A questão é o tempo pré-determinado pelo médico para a suspensão do tratamento com a observância dos efeitos colaterais durante o uso até a melhora do paciente. Um usuário de maconha não se contenta com uma "simples" tragada de um baseado.

A problemática em si está pautada no trampolim que ela proporciona para outros tipos de drogas. Isso é fato. Agora, se ela for liberada, a concorrência será para quem vai vender pelo menor preço. É um comércio lucrativo para o Tráfico, pois exploram a fraqueza psicológica do utente. E não só isso: com a liberação teremos de conviver conformados com os males trazidos para a pessoa, para a família e para a sociedade. "Sair de órbita" legalmente pode não ser uma boa opção para muitos que desejam a liberação. Uma péssima escolha que podem cometer.